8º Colóquio de Moda – segundo dia – Moda / Comportamento

 

 

São muitas, palestras, grupos de pesquisa e áreas temáticas impossibilitando nos materializarmos em todos ao mesmo tempo (infelizmente), por isso vou comentar o que eu e alguns colegas podemos prestigiar.

Pela manhã, após os mini cursos, eu e a colega Marina participamos de uma palestra que tratava sobre moda e cultura, cultura e moda, onde dois pesquisadores trouxeram fragmentos de suas pesquisas de doutorado em que, através de técnicas etnográficas apresentavam alguns drops destes resultados.

Felipe Magalhães – Doutor em História (UFRRJ) comenta a representação através da roupa do bicheiro e para isso faz uma incursão na história do rio de janeiro no final do século XIX e início do século XX para entender que neste ofício, o do bicheiro, é o uso que dá sentido a vestimenta, que vai auxiliar na construção do rótulo de que este é um “trabalhador” de credibilidade como qualquer outro empresário, por isso, os adereços, as joias (anéis e colares) são para inspirar confiança, mostrar a sua riqueza e que tinha condições de pagar o prêmio do jogo.

Mylene Mizrahi – Doutora em Antropologia Cultural (SENAI-CETIQT) fala da circulação de um sujeito criativo do funk no Rio de Janeiro, e na imanência da festa, prende o foco na visualidade e aparência física. Apreensões desenvolvidas através de recursos estéticos, neste caso o cabelo especificamente. A partir daí reflete sobre uma estratégia de visibilidade desenvolvida através de um gosto da necessidade, de uma fuga da identidade fixa, que evita a representação através um deslocamento das construções identitárias. Processo de diferenciação através de próteses, que criam extensões do corpo e tornam-se parte constitutiva do corpo, que neste caso estamos falando de apliques de cabelo, também chamado de mega hair.

A tarde foi de fruição! Eu e os colegas, Anderson Souza e Marina Cezar, assistimos a mesa coordenada por Rosane Preciosa e Cristiane Mesquita: Moda e Territórios de Existência: processos de criação e subjetivação, uma tarde rica, cheias de conceitos que custam caro à filosofia contemporânea, mas que atravessa a educação, a moda, as artes, a arquitetura entre outros. Renderia aqui uma serie de conceitos que não podem ser apreendidos ou desdobrados em meia dúzia de palavras, talvez muito menos em um milhão, dada a sua multiplicidade de sentidos. Mas fica uma de muitas das questões discutidas: é possível pensar um território de sensações na/para moda? Que outras saídas poderíamos ter, que não aquela que já nos é dada?

Prof.ª Esp. Ana Hoffmann
Docente do Curso de Moda
Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas – ICET
Universidade Feevale | www.feevale.br

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